Djalma Oliveira
Rio - A principal preocupação das famílias de militares com a notícia de transferência de quadros publicada ontem por O DIA diz respeito à mudança de seus pertences. Na maior parte das vezes, os parentes cuidam desse procedimento escolhendo a empresa, mas cabendo ao governo arcar com as despesas. Mas desta vez, como haverá um contingente bem maior se deslocando, a União deve adotar um outro formato, ficando responsável pela mudança, o que, de acordo com famílias de militares, pode trazer danos aos objetos pessoais.
A própria decisão de aceitar ou não a transferência está dividindo as famílias. As esposas são contra, mas os maridos têm interesse em ir por questões profissionais. Os praças têm especial vontade em atender à convocação, quando esta vier, pois sabem que é uma oportunidade de obter recompensas financeiras maiores.
A tendência é que sejam remanejados os militares que moram e trabalham em áreas de risco, como o Quartel do Corpo de Fuzileiros Navais, localizado próximo à Favela da Pixuna, na Ilha do Governador (foto). Em alguns casos, é difícil até pendurar a farda no varal, pois isso pode tornar a casa do militar um alvo em potencial para os traficantes. Em virtude dessas dificuldades, aumenta a possibilidade de a transferência ser aceita.
O Dia


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