quarta-feira, 16 de abril de 2008

Lula define hoje reajuste de militar

Presidente bate o martelo sobre índice e paridade entre ativo e inativo

Ananda Rope

BRASÍLIA - O tão esperado reajuste para militares da ativa, da reserva e pensionistas das Forças Armadas será definido hoje durante reunião entre os ministros Nelson Jobim (Defesa), Paulo Bernardo (Planejamento) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os percentuais são mantidos em sigilo, mas circula nos bastidores que o aumento poderá ser ainda maior que os 37,04% apresentados por Jobim em audiência pública na Câmara dos Deputados ano passado.

Há quem acredite que o reajuste ficará em torno de 50% a ser dividido em três anos, dependendo da decisão presidencial de conceder ou não aumentos maiores para ativos e menores para reservistas e pensionistas. O dilema, que deve ser decido hoje pessoalmente por Lula, foi antecipado na segunda-feira passada com exclusividade pela ‘Coluna Força Militar’, de O DIA.

Até o momento, as únicas certezas que o anúncio trará são as que Jobim já confirmou: o reajuste será parcelado e o soldado recruta, que hoje recebe R$ 207, passará a ganhar um salário mínimo (R$ 415). O ponto que mais tem pesado na negociação entre os ministros da Defesa e do Planejamento é o custo do reajuste para militares da reserva e pensionistas na folha de pagamento.

Além do aumento, existe a possibilidade da volta da gratificação por tempo de serviço, que passaria a ser contado a partir de 1º de janeiro de 2001. Assim, a cada cinco anos de serviço, o ganho de 5% seria incorporado aos vencimentos, até o limite de 30%. Com isso, quem está na ativa teria este ano, além do reajuste linear, mais 5%, e a garantia de mais 5% em 2010. Esse item não desagradaria à reserva, uma vez que quase todos os atuais inativos foram para casa levando gratificação idêntica, extinta no governo Fernando Henrique Cardoso. Ainda está em aberto a possibilidade de quem ingressou na inatividade após 2001, sem atingir anuênios de 30%, obter essa diferença de forma proporcional ao tempo de serviço efetivo na ativa.

Fonte: O Dia

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