BRASÍLIA - Após mais de uma hora de reunião entre os ministros Nelson Jobim ( Defesa) e Paulo Bernardo (Planejamento) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as negociações para o reajuste dos militares das Forças Armadas só “avançaram” no discurso. Ainda não há definição sobre percentrual e paridade. O encontro foi no gabinete de Lula, após Jobim esperar por uma hora e meia pelo presidente, que tinha se atrasado em evento no Palácio do Itamaraty.
A expectativa da tropa é que o percentual do reajuste seja maior do que 14%. “Esse é o índice mínimo”, afirmou o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). Há quem aposte que o aumento será maior do que 50%, a ser dividido em três anos.
ESPOSAS ESPERANÇOSAS
Apesar da demora na definição do aumento, as esposas dos militares não perdem a esperança de que o reajuste compense as grandes perdas salariais. “Se o aumento for satisfatório, iremos visitar o ministro Jobim para agradecer o empenho. Senão, vamos nos mobilizar para protestar”, disse Marina Bavaresco, esposa de um segundo sargento da reserva.
Até o momento, há somente duas certezas: os recrutas vão deixar de receber R$ 207 e passarão a ganhar um salário mínimo (R$ 415), e o aumento para os demais militares será parcelado.
No ano passado, Nelson Jobim apresentou em audiencia pública, na Câmara dos Deputados, percentuais em estudo que variavam entre 24% a 37,04%. Apesar de descartado pelo ministro em 2007, fontes militares revelaram a O DIA que o número voltou para a mesa de negociação. Outro ponto ainda em discussão é o de conceder aumentos diferenciados para militares da ativa, da reserva e pensionistas.
Essa distinção preocupa os inativos. Eles lembram que, apesar de estarem na reserva, continuam contribuindo para o fundo de previdência. Além disso, quanto maior for o reajuste, maior será também o desconto para a previdência, já que este é calculado com base no valor do soldo.
Era grande a expectativa de que a novela em que se tornou o aumento dos militares das Forças Armadas tivesse um capítulo final ontem. Como isso não aconteceu, prosseguem as negociações, que se arrastam há quase um ano. Nesse período, diversos índices e fórmulas já foram apresentadas.
O Dia


Um comentário:
Os militares somente terao aumento de salarios quando essa corja revanchista (lula, artur virgilio, sarney, jobim) sair; como nunca vão sair, adeus reajuste. Vocês vão perceber que falo com conhecimento. Sabem quem é o responsavel por isso, por um carcereiro de Brasilia ganhar mais do que um general? A classe militar desunida e com um militar, sem exceção, sendo falso ao próprio colega.
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